Compilação de textos científicos sobre a polêmica da cárie infantil por leite materno

Padrão

São diversos fatores de ordem nutricional e sim emocionais que embasam a prática da amamentação. Não podemos dar espaço para os vieses sem entender profundamente todos os aspectos envolvidos na prática do aleitamento materno. Desestimular o aleitamento materno deveria ser um crime, e pena que não existem leis no Brasil para punir tal prática. As mães devem ser encorajadas SIM a manter o aleitamento até dois anos ou mais, pelos inúmeros benefícios do LM para a vida do bebê.

AMAMENTAR NÃO DÁ CÁRIES!

– Há evidências substanciais que relacionam os hábitos alimentares à cárie dentária, sendo consenso geral que o aumento na sua incidência seja resultado do processo de civilização do homem, acarretando alterações nos padrões de vida mais naturais. Em povos que mantêm os hábitos de alimentação ancestrais, a prevalência de cáries é baixa. Entretanto, quando esses grupos entram em contato com a civilização moderna e seus hábitos alimentares, os índices aumentam drasticamente.DRESTI, DV; WAES, HV. Prevenção coletiva, semicoletiva e individual em crianças e adolescentes. In: WAES, HJMV, STÖCKLI, PW. Odontopediatria. Porto Alegre: Artmed, p. 133-50, 2002.

– Cavidades por processo destrutivo chamado dente que ocorre como resultado da desmineralização da superfície do dente Esta desmineralização ocorre porque as bactérias se alimentam de resíduos de glicose, que são depositados sobre a superfície do dente. Bactérias metabolizar glicose e removido como produto ácido, que são aqueles que estão a destruir o esmalte pelo primeiro produzir uma mancha branca, que pode mineralização, e, em seguida, penetrar no dente. Portanto, que deve concorrer cavidades vários fatores:

1 – Haja dentes: quando não entrou em erupção todos os dentes não pode produzir uma cavidade. Ainda insistindo que as gengivas são limpos com um gase.

2 – Você tem bactérias : só você tem açúcar preso em seus dentes não causa cáries. Um dente imerso num açúcar nada acontece. Mas as bactérias são, e não aparecem do nada: Onde é que as bactérias que iniciam e causar cárie precoce? Como a mãe eo cuidador: o fato que primeiro provar a comida antes de alimentar o bebê, soprando a comida queimar e sem beijo na boca da criança, em especial se a mãe teve ou tem cárie ativa no ano passado, mostra-se um fator de alto risco de cárie em crianças menores de 3 anos , porque inadvertidamente inoculadas bactérias na boca da criança.

3 – Além disso, as bactérias sobrevivem os açúcares que se introduzem na dieta: nossa dieta atual é cheio de açúcares refinados e percebemos que nós comemos. Alimentos com açúcar mais de 14% são de alto risco de cáries. Ao uma criança começa com a alimentação complementar começou a oferecer o quê? Normalmente, banana, mingau, biscoitos, sucos.Estes são todos os alimentos de alto risco. Os dentes recém-erupcionados ter mineralização do esmalte ainda inacabada, então eles são muito mais suscetíveis a ácidos. Naquele exato momento é quando devemos evitar o contato direto com substâncias açucaradas, como sucos.

4 – O tempo durante o qual as bactérias são ligados ao dente é crítica: não é o mesmo que come queques e depois um punhado de porcas em sentido inverso. Alimentos duros arrasto fazendo um trabalho e ajudar, juntamente com a saliva, para remover traços mais rígidas.Terminar de comer um pedaço de bolo não é o mesmo com um pedaço de queijo. Do mesmo modo, não é o mesmo que o ataque bacteriano tem lugar de 5 vezes por dia a 17. O tempo em que o risco é maior são os primeiros 20 minutos após a ingestão. Naqueles primeiros minutos é a hora de escovar os dentes. Mas a frequência com que exponha o risco é importante, bem como o tempo de contacto aumentou alimentos pegajosos.

5 – Finalmente, os factores de resistência individuais do paciente, como a quantidade desaliva (reduzida em certas doenças, ou o uso de drogas, tais como esteróides geralmente utilizados para a asma), uma deficiência congénita anatomia forma irregular esmalte superfície do dente e outras circunstâncias individuais podem predispor a criança a ter mais cáries. Aqui higiene dental, a contribuição de flúor e se deve ou não colocar selantes oclusais desempenhar o papel mais importante, como são mostrados estas medidas para reduzir drasticamente o número de cavidades presentes.

ASSIM QUE TUDO ISSO papel que joga na amamentação?Vamos ver o que fatores desempenham em favor do aleitamento materno como a boca:

– Ao amamentar a criança aprende a respirar pelo nariz, o que torna estimula o crescimento do terço médio da face.

– Amamentação causas amamentação a mandíbula para frente e para trás, diminuindo fisiológica retrognatismo mandibular recém-nascido.

– Babies, mais eles são amamentadas menos sugar no dedo ou chupeta virar: há uma relação inversa entre o período de lactação e hábitos orais nocivos.

– A criança é capaz de controlar o comprimento do bocal, flexibilidade e de escoamento de fluido, o qual não pode fazer com bicos ou chupetas.

E, especificamente, em termos de cavidades:

– O bico é colocado na extremidade da boca, na fronteira do palato duro e palato mole. dentes não toque , o que não acontece com as mamadeiras. -. Se o mamilo não é ordenhada leite não sai continuamente Embora o bebê adormecer com o mamilo na boca, o leite continua vindo . No boca está transbordando de leite. No mesmo ato em que o mamilo é espremido, o leite é ingerido. Com a garrafa que o risco existe, e na verdade é o maior perigo

– A lactose é o açúcar que é o leite. Este açúcar é metabolizado em ambos os seus monossacáridos constituintes por lactase, uma enzima que é sintetizada no intestino delgado.Desta maneira não há boca glicose, as bactérias não se glicose a partir da lactose na boca, mas que ele recebe de outros açúcares tais como frutose. O risco, então, é porque a alimentação complementar, não amamentar. Em ambos os casos, a lactose é de açúcar existe menos cariogênicos .

– O leite materno contém enzimas e imunoglobulinas que inibem o crescimento de bactérias causadoras de cáries assim, de facto, previne a cárie leite .

– O leite materno realmente faz depósito de cálcio e fósforo no esmalte. provoca nenhuma diminuição significativa do pH , ao contrário do que muitos dentistas. O leite humano não é cariogênico, a menos que haja alguma outra açúcar fermentável introduzido pela dieta.

Em um paciente que não sugam, e mais em crianças, para ver que a criança é “o dia todo” alimentação sugerem que o ácido está sob ataque após o outro. Dormir diminui a produção de saliva, assim, arrastando restos de comida é minimizado, e na verdade qualquer outro permanece aderida ao dente até a manhã seguinte. Esta dose é aumentada dramaticamente o risco de cáries.

A criança que dorme sem escovar os dentes é o candidato perfeito para ter cáries. O dentista sempre insistem em que você tem que escovar os dentes antes de ir para a cama, crianças e adultos.

Mas a criança que a mãe é diferente. Há uma pequena adulto. Ele trabalha menos. Não ser extrapolados. Se apenas a única mudança no comportamento da mãe e da criança para parar de amamentar, não irá melhorar ou reduzir o risco de cáries. Mamar à noite não significa de forma alguma o mesmo risco de deixar a garrafa pendurada da boca da criança durante a noite.

– Mesmo com um aumento na prevalência mundial do aleitamento materno, a prevalência de cárie precoce da infância tem se mostrado constante ao longo dos anos.CURY, JA. Uso do flúor e controle da cárie como doença. In: BARATIERI, LN. Odontologia Restauradora – Fundamentos e possibilidades. São Paulo: Santos, p. 32-67, 2001.

– O leite materno é liberado por ordenha diretamente no palato mole, assim, não sofre estagnação ao ser sugado. Já no aleitamento artificial por mamadeira, o bico bloqueia o acesso da saliva aos incisivos superiores, além de permitir a estagnação de alimentos e exposição prolongada aos carboidratos fermentáveis.

DAVIES, GN. Early childhood caries – a synopsis. Community Dent Oral Epidemiol. V. 26 (supl 1), p: 106-16, 1998.SEOW, KW. Biological mechanisms of early childhood caries. Community Dent Oral Epidemiol. V. 26 (supl 1), p. 8-27, 1998.

– O tempo de aleitamento materno exclusivo e de aleitamento materno é maior em mulheres de melhores classes sociais, com maior escolaridade; do mesmo modo, a higiene dental é mais adequada nesse grupo; contrariando o que se observa com a prevalência de cárie, mais comum nas classes menos privilegiadas.

MARQUES, NM. et al. Breastfeeding and early weaning practices in northeast in Brazil: a longitudinal study. Pediatrics., v. 4, p. 108, 2001.GIUGLIANE, ERJ. O Aleitamento materno na prática clínica. J Pediatr, v. 76 (supl. 3), p. 238-52, 2000.

– Foi observado que a dieta do lactente brasileiro é deficiente em ferro, monótona, com utilização frequente de biscoitos, espessantes, salgadinhos e açúcar, caracteristicamente alimentos de alta cariogenicidade.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Política de Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Guia Alimentar para crianças menores de dois anos. Série A Normas e Manuais técnicos, n. 107. Brasília: Ministério da Saúde; 2002.

Estudos demonstraram que o leite materno diminui o risco de aparecimento de doenças, tais como gastrenterite, infecções, asma, doenças atópicas e diabetes melito, as quais também têm influência na nutrição da criança. Logo é de se pressupor que o leite materno poderia proteger contra a cárie, pelo menor aparecimento das doenças que contribuem para a fisiopatologia da doença e pela menor utilização de medicamentos de risco à carie.

RIBEIRO, NME; RIBEIRO, MAS. Aleitamento materno e cárie do lactente e do pré-escolar: uma revisão critica. J Pediatr, v. 80, n. 5, Porto Alegre, 2004.

– Além disso, não há comprovação científica de que o leite humano é cariogênico (61), mesmo quando ingerido em livre demanda e durante a noite (63). Concomitantemente, a posição da AAPD também pode gerar problemas práticos na condução e orientação dos pais daquelas crianças que acordam chorando à noite para serem amamentadas, simplesmente externando uma necessidade que deveria ser preenchida para o bom desenvolvimento da criança. Por fim, devido à natureza irreversível da cárie, um verdadeiro teste em humanos poderia ser considerado ANTIÉTICO.

– O leite humano é caracterizado por um complexo sistema de defesa que inibe o crescimento de vários microorganismos, entre eles o estreptococcus mutans. Os anticorpos IgA do leite podem interferir na colonização dos estreptococcus pioneiros e, consequentemente, na colonização de outras bactérias residentes na boca. Do mesmo modo, o conteúdo de nutrientes, a capacidade de tamponamento e outros mecanismos de defesa presentes no leite materno podem influenciar a microbiota residente.

CALVANO, LM. O poder imunológico do leite materno. In: CARVALHO, MR, TAMEZ, RN. Amamentação: Bases Científicas para a prática profissional. Rio de janeiro: Guanabara-Koogan, p. 88-95, 2002.MARCOTTE, H., LAVOIE, MC. Oral microbial ecology and the role of salivary immunoglobulin A. Microbiol Mol Biol Rev. v. 62, p. 71-109, 1998.KUNZ, C. et al. Nutritional and biochemical properties of human ,milk, Part I: general aspects, proteins, and carbohydrates. Clin Perinatol.v. 26, p. 303-33, 1999.

– Qualitativamente, foi demonstrado que o leite humano não é cariogênico pois a placa dental formada por ele é diferente daquela formada pela sacarose. Além disso, com o leite humano não há perda mineral clinicamente visível no esmalte, contrariamente ao que acontece com a sacarose.ARAUJO, FB. et al. Estudo in situ da cariogenicidade do leite humano: aspectos clínicos. Rev ABO Nacional. v. 4, p. 42-3, 1997.

– A prevalência de aleitamento materno diminui com a idade, ao contrário do que ocorre com a prevalência de cárie.

SANTOS, APP., SOVIERO, VM. Caries prevalence and risk factors among children aged 0 to 36 months. Pesqui Odontol Bras, v. 16, p. 203-8, 2002.

– Experimentalmente, foi demonstrado que o leite humano não é cariogênico por não provocar queda significativa no ph do esmalte em crianças sob aleitamento materno, com idades entre 12 e 24 meses; promovia a remineralização do esmalte por meio da deposição de cálcio e fosfato em sua superfície e não causava in vitro a descalcificação do esmalte após 12 semanas. Porém, ao ser acrescentada sacarose ao leite humano, havia o surgimento de cáries em dentina em 3,2 semanas.

ERICKSON, PR., MAZHARI, E. Investigation of the role of human breast Milk in caries development. Pediatr Dent. v. 21, p. 86-90, 1999.

– Recente estudo com adequado controle de vieses (idade, variáveis sociais, variáveis de saúde, variáveis comportamentais, variáveis relacionadas à higiene bucal, presença de placa visível e contaminação por Streptococcus mutans) comprova que a amamentação não foi um fator de risco para cáries. Idade, alto consumo de sacarose entre as refeições e a qualidade da higiene oral, sim.

NUNES, A.M. et al. Association between prolonged breastfeeding and early childhood caries: a hierarchical approach. Community Dent Oral Epidemiol, 2012

– Estudos demonstraram que o leite materno diminui o risco de aparecimento de doenças, tais como gastrenterite, infecções (93), asma, doenças atópicas (94) e diabetes melito (95,96), as quais também têm influência na nutrição da criança. Logo, é de se pressupor que o leite materno poderia proteger contra a cárie, pelo menor aparecimento das doenças que contribuem para a fisiopatologia da doença e pela menor utilização de medicamentos de risco à cárie.

– O leite humano é caracterizado por um complexo sistema de defesa que inibe o crescimento de vários microorganismos, entre eles os estreptococos mutans (97,98). Os anticorpos IgA do leite podem interferir na colonização dos estreptococos pioneiros e, conseqüentemente, na colonização de outras bactérias residentes na boca. Do mesmo modo, o conteúdo de nutrientes, a capacidade de tamponamento e outros mecanismos de defesa presentes no leite materno podem influenciar a microbiota residente.

– O leite materno contém uma mistura de oligossacarídeos complexa e única da espécie humana, presente em quantidades ínfimas em pouquíssimos mamíferos, que poderá agir num estágio inicial de processo infeccioso, inibindo a adesão bacteriana às superfícies epiteliais (99). Com isso, pode-se supor que os estudos que utilizaram lactose ou leites de outras espécies animais não poderiam ter seus resultados extrapolados para o leite materno, em razão de sua composição muito diferenciada.

– O leite materno, quando comparado com o leite bovino, tem baixo conteúdo mineral, maior concentração de lactose (7 versus 3%) e menor teor de proteínas (1,2 g/100 ml versus 3,3 g/100 ml), mas essas diferenças são provavelmente insignificantes em termos de cariogenicidade (30).

– Os resultados encontrados freqüentemente contradizem-se uns aos outros, e os achados nem sempre foram reproduzidos. O mesmo foi observado por Valaitis et al. em revisão sistemática de 151 artigos. Esses autores encontraram associação considerada moderada entre aleitamento materno e CLPE em apenas três estudos. Verificaram que a qualidade das pesquisas é relativamente fraca, e as variáveis relacionadas nas pesquisas foram de difícil comparação porque suas definições essenciais eram pobres, inconsistentes, ambíguas ou até ausentes, como, por exemplo, a definição de aleitamento materno em livre demanda, exclusivo e noturno. Por fim, esses autores concluíram que: (1) não há evidências fortes e consistentes de associação entre aleitamento materno e desenvolvimento de CLPE; (2) não existe um período específico para o desmame, devendo-se encorajar as mulheres a continuar a amamentação por tanto tempo quanto elas desejarem; e (3) é necessário desenvolver estudos rigorosos para levar mensagens públicas consistentes que relacionem o aleitamento materno e o surgimento de CLPE (21).

– Em outra revisão sistemática envolvendo 73 estudos, Harris et al. identificaram 106 fatores de risco associados significativamente com a prevalência ou a incidência de CLPE. Dentre estes, apenas três estão relacionados ao aleitamento materno (duração, freqüência e aleitamento noturno) e três ao aleitamento e/ou mamadeira (quando utilizados para alimentar ou para cessar o choro da criança à noite, para adormecer e duração superior a 18 meses). Poucos foram os artigos de alta qualidade metodológica e que utilizaram medidas de validação para os hábitos dietéticos e de higiene oral. A maioria desses trabalhos mostrou que as variáveis devem ser tratadas como indicadores de risco, pois são apenas fatores de risco prováveis ou putativos, e não foi capaz de estabelecer claramente uma relação entre exposição e evento cárie. As associações com cárie mais consistentes foram aquisição precoce da infecção pelos estreptococos, dieta altamente cariogênica, escovação dentária diária precária e hipoplasia do esmalte (5).

– Os resultados encontrados freqüentemente contradizem-se uns aos outros, e os achados nem sempre foram reproduzidos. O mesmo foi observado por Valaitis et al. em revisão sistemática de 151 artigos. Esses autores encontraram associação considerada moderada entre aleitamento materno e CLPE em apenas três estudos. Verificaram que a qualidade das pesquisas é relativamente fraca, e as variáveis relacionadas nas pesquisas foram de difícil comparação porque suas definições essenciais eram pobres, inconsistentes, ambíguas ou até ausentes, como, por exemplo, a definição de aleitamento materno em livre demanda, exclusivo e noturno. Por fim, esses autores concluíram que: (1) não há evidências fortes e consistentes de associação entre aleitamento materno e desenvolvimento de CLPE; (2) não existe um período específico para o desmame, devendo-se encorajar as mulheres a continuar a amamentação por tanto tempo quanto elas desejarem; e (3) é necessário desenvolver estudos rigorosos para levar mensagens públicas consistentes que relacionem o aleitamento materno e o surgimento de CLPE (21).

– A maioria dos autores argumenta que a cárie encontra-se associada ao aleitamento materno quando o padrão de consumo apresenta determinadas características, como livre demanda, freqüência elevada de mamadas ao dia, duração prolongada e, principalmente, mamadas noturnas freqüentes, levando ao acúmulo de leite sobre os dentes, o qual, associado à redução do fluxo salivar e à ausência de limpeza, poderia provocar o aparecimento de lesões (10,16,18,19). Em oposição a esses argumentos está o fato de o leite materno ser liberado por ordenha diretamente no palato mole (62), não sofrer estagnação ao ser sugado (63) e ser difícil de ser quantificado quanto ao volume ingerido pela criança, além de não haver informações na literatura sobre o que é um padrão atípico de consumo para crianças em aleitamento com relação à freqüência alimentar (44,52). Outra argumentação freqüentemente encontrada na literatura é que a adição de sacarose ao leite materno render-lhe-ia cariogenicidade (7,61). Essa afirmação é questionável porque, na prática, é uma situação pouco provável de acontecer, visto que essa adição deveria ser concretizada durante o ato de mamar, ou seja, oferecendo-se à criança algo com açúcar para comer ou beber durante ou imediatamente após o aleitamento (63).

– As evidências relacionadas à associação entre cárie e amamentação são limitadas e inconsistentes. Muitos estudos que sugerem a existência deste risco, falham sob a ótica do rigor científico. Além de, em sua grande maioria, serem baseados em estudos dependentes da confiabilidade na recordação das práticas de amamentação e alimentação infantil, fracassam em medir adequadamente e controlar variáveis de confusão fundamentais, tais como práticas de higiene dental, uso do flúor e fatores dietéticos, incluindo a ingestão de alimentos e bebidas à base de açúcar e outros alimentos.

ARORA, A. et al. Early childhood feeding practices and dental caries in preschool children: a multi-centre birth cohort study. BMC Public Health, v. 11, n. 28, 2011.

– A sacarose (açúcar) é o alimento cariogênico mais importante e mais amplamente utilizado pelo homem. Tem o poder de transformar alimentos não cariogênicos e anticariogênicos em cariogênicos. Outros açúcares envolvidos na cariogênese são a glicose e a frutose, encontrado no mel e nas frutas. Uma simples exposição aos alimentos cariogênicos não é fator de risco para a cárie, e sim o frequente e prolongado contato desses substratos com os dentes.

CURY, JA. Uso do flúor e controle da cárie como doença. In: BARATIERI, LN. Odontologia Restauradora – Fundamentos e possibilidades. São Paulo: Santos, p. 32-67, 2001.

– Ao desencorajarem o aleitamento materno prolongado e em livre demanda (10,19,21), esses profissionais desconsideram todas as vantagens já bem documentadas do aleitamento materno e a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de manutenção da amamentação até os 2 anos ou mais (22). Do mesmo modo, a Academia Americana de Pediatria considera que as crianças que dormem com mamadeira ou mamam no peito durante a noite são de alto risco à cárie (2,23).

– O leite materno contém uma mistura de oligossacarídeos complexa e única da espécie humana, presente em quantidades ínfimas em pouquíssimos mamíferos, que poderá agir num estágio inicial de processo infeccioso, inibindo a adesão bacteriana às superfícies epiteliais.

KUNZ, C. et al. Nutritional and biochemical properties of human ,milk, Part I: general aspects, proteins, and carbohydrates. Clin Perinatol.v. 26, p. 303-33, 1999.

Muitos estudos têm demonstrado que o aleitamento materno e a alimentação saudável são fatores que protegem contra a aparição de cáries. Amamentação noturna, por si só, não causa cáries, isso é um grande MITO difundido (inclusive entre os odontólogos, que acabam assim orientando incorretamente os pais). O que pode causar cáries é a alimentação noturna com leite artificial, tanto que o nome popular é “cárie de mamadeira”.

Observando-se apenas a maneira diferente  desses dois tipos de alimentação (com mamadeira e com seio materno) já se percebe a primeira diferença:

  • Ao sugar o SEIO MATERNO, o leite vai em pequenos jatos para o fundo da boca do bebê, logo descendo pela garganta;
  • Enquanto que sugar na MAMADEIRA, o leite sai em grande quantidade e fica banhando toda a cavidade bucal e os dentes, até finalmente, descer para o estômago.

 

CONCLUSÃO: É nosso dever de cidadãos estimular, proteger e apoio o aleitamento materno prolongado!

 

Simone De Carvalho

 

 

FONTES: https://comunidadeams.wordpress.com/?s=carie

 

LEITURAS RECOMENDADAS:

 

Aleitamento Materno e Cárie do lactente do pré-escolar: o mito que sobrevive: Nilza M. E. Ribeiro, Manoel A. S. Ribeiro

 

J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S199-210

 

Leitura recomendada:

 

Ramos-Gomez FJ, Weintraub JA, SA Gansky, CI Hoover, JD Featherstone.Fatores bacterianos, comportamentais e ambientais associados à cárie dentária na primeira infância.J Clin Dent Pedi de 2002, 26 (2) :165-73.

 

Brambilla E, Felloni A, Gagliani M, Malerba A, Garcia-Godoy F, Strohmenger L.Prevenção da cárie durante a gravidez: Resultados de um estudo de 30 meses.Am J Dent Assoc 1998, 129 (7) :871-7.

 

Ercan E, Dulgergil CT, Yildirim I, Dalli M.Prevenção da transmissão bacteriana materna no desenvolvimento cárie dentária das crianças, de 4 anos os resultados de um estudo piloto em uma população infantil rural. Arch Oral Biol de 2007, 52 (8) :748-52.

 

Isokangas P, Soderling E, Pienihäkkinen K, Alanen P.Ocorrência de cárie dentária em crianças após o consumo materno de goma de mascar xilitol: um follow-up de 0 a 5 anos de idade.J Dent Res 2000, 79 (11) :1885-9.

 

B Köhler, Andreen I, Jonsson B. Os efeitos da decadência medidas preventivas mães sobre a cárie dentária ea presença oral da bactéria Streptococcus mutans e lactobacilos em seus filhos.rch Oral Biol 1984, 29 (11) :879-83.

 

Erickson PR, Mazhari E.A investigação do papel do leite materno humano em desenvolvimento do dente.Pediatr Dent 1999, 21 (2) :86-90

 

Reisine S, Douglass JM.Questões psicossociais e comportamentais em cavidades infância.Comm Dent Epidem Oral 1998, 26 (Suppl 1) :32-44. FONTE:http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1520

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