COMO DESMAMAR MEU BEBÊ?

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Mamis, recebo muitas duvidas de mães leitoras, e muitas me perguntam como fazer o desmame do seu bebê. Sinceramente, eu não sei, porque o Antônio desmamou naturalmente, e “sofri” mais do que ele, ele não quis mais de um dia para o outro, e eu tive que aceitar! Sei que muitas mães precisam desmamar, então pedi para a Rosane Baldissera, que é Consultora Internacional em Amamentação (IBLCE – L50789) e Nutricionista – Especialista em Nutrição Clínica CRN 6721, para escrever um post com dicas para que o desmame aconteça da maneira mais natural para mãe e bebê, sem sofrimento, sem pressa. Espero que vocês curtam! E muito obrigada, Rô, pelo post maravilhoso, eu acredito que se necessário for, o desmame tem que ser feito com amor!

“Antes de falar em desmame do bebê, preciso salientar que a amamentação é indicada até os dois anos ou mais de vida da criança, sendo que exclusiva até o sexto mês (exclusiva quer dizer sem nenhum outro líquido, como água, chás, sucos, leites) e a partir dessa idade, deve-se oferecer alimentos sólidos e manter a amamentação ao seio.

Desmame significa o término da amamentação, e os motivos para o desmame podem ser por iniciativa do bebê, da mãe, ou de ambos. Nunca deve ser feito por pressão de familiares, amigos ou do médico!

Independente do motivo, alguns pontos devem ser observados e analisados antes de decidir pelo desmame!!

1) O desmame não deve ser encarado como um evento, mas, sim, como um processo, sem data definida para iniciar e terminar. Cada vez mais se tem defendido o desmame natural, por proporcionar transição mais tranquila, menos estressante para a mãe e a criança, preenchendo as necessidades fisiológicas, imunológicas e psicológicas da criança até ela estar madura para o desmame.

2) No desmame natural, que ocorre, em média, entre dois e três anos de idade, a criança se autodesmama. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito. São sinais indicativos de que a criança está madura para o desmame: idade maior que um ano; menos interesse nas mamadas; aceita variedade de outros alimentos; é segura na sua relação com a mãe; aceita outras formas de consolo; aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais; consegue dormir sem mamar no peito; mostra pouca ansiedade quando encorajada a não mamar; por vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe em vez de mamar.

3) Se a mamãe quiser ou precisar desmamar antes de a criança estar pronta, devemos respeitar o desejo/necessidade da mãe e apoiá-la na sua decisão. O processo de desmame nem sempre é fácil, mas há fatores podem facilitá-lo, como:

  • Mãe estar segura de que quer (ou deve) desmamar.
  • Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
  • Flexibilidade, pois o curso do processo é imprevisível.
  • Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
  • Suporte e atenção adicionais à criança – a mãe deve evitar se afastar nesse período.
  • Ausência de outras “crises”, como, por exemplo, controle dos esfíncteres, separações, doenças, mudanças de residência, entre outras.

4) Dicas importantes para o processo de desmame quando a criança ainda não está pronta:

  • Sempre que possível, o desmame deve ser gradual, retirando-se uma mamada do dia a cada 1 a 2 semanas.
  • A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com sua idade. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado, negociado com ela.
  • A mãe pode começar o processo não oferecendo o seio, mas também não recusando.
  • Pode também encurtar as mamadas e adiá-las.
  • Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção.
  • A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, como, por exemplo, sentar na poltrona em que costuma amamentar.
  • A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.
  • Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível.

5) A mamãe deve estar consciente de que o desmame é uma mudança de rotina para o bebê, e que quando isso acontece, alguns bebês e crianças costumam chorar como forma de protesto. Portanto, se esta é a sua decisão, seja firme! Logo o bebê se acostumará com a nova rotina.

6) Tente ofertar os líquidos sempre em um copo.

7) As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, como mudança no tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

8) As mamães devem ter cuidado para que as mamas não fiquem ingurgitadas (empedradas). Se isso acontecer, deve ser realizada ordenha do leite somente para alívio, ou seja, retirar pouca quantidade de leite da mama, assim o leite vai secando aos poucos.”

Abraços a todas mamães!

Rosane Baldissera

Site: www.mamaebebeamamentacao.com

Fan Page: Mamãe&Bebê Consultoria em Amamentação

(51) 95329195 ou 85887915

FONTE: http://www.maedeguri.com.br

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