Estou com mastite, posso continuar amamentando?

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Ao longo da minha carreira como consultora em lactação eu tenho recebido inúmeros e-mails recheados de dúvidas. Claro que algumas são bem complexas, mas a grande maioria eu posso seguramente dizer que é muito simples… E mesmo assim confunde a cabeça das mulheres em aleitamento materno. As informações disponíveis nos websites são, por vezes, contraditórias e é preciso ponderá-las muito bem antes de colocá-las em prática. No Brasil há bancos de leite e profissionais extremamente capacitados para ajudar as nutrizes individualizadamente em qualquer situação e estão facilmente disponíveis. Se você tem alguma dúvida ou vivencia algo inusitado, procure ajuda de quem de fato entende do assunto e possa ajudá-la a encontrar uma solução e evitar os agravos permanentes, como o desmame por exemplo.

Esta semana eu recebi a seguinte pergunta por e-mail: Eu estou com mastite…posso amamentar? Em meio às palavras de desabafo desta mãe (ela tem sofrido com lesões nos mamilos há alguns meses e mesmo assim continua amamentando exclusivamente) está o relato de que o médico, que diagnosticou a mastite e prescreveu antibiótico para o tratamento, sugeriu que o aleitamento materno fosse interrompido por conta da inflamação. E a mãe vai contaminar a criança se amamentá-la? Não acredite nisso.

A mastite é uma inflação que pode acontecer nas primeiras semanas após o parto e raramente depois do segundo mês. É causada, na maioria das vezes, por agentes infecciosos que entram no organismo através das lesões nos mamilos, mas é possível que a mastite seja do tipo parenquimatosa, onde não há lesões que funcionam como porta de entrada. Ainda, é preciso ter em mente que mastite não é sinônimo de infecção na mama e que receitar antibióticos aleatóriamente pode não ser adequado. Os sinais e sintomas mais comuns são febre alta, mal estar, dor e vermelhidão na mama,  além de calor localizado. Antes da mastite pode aparecer um ingurgitamento mamário.

De qualquer forma, o bebê não será contaminado, pois não há bactéria no leite. O bebê deve continuar sugando, mesmo do lado afetado, a não ser que a nutriz esteja com a mama comprometida pelas lesões. Com a finalidade de auxiliar na evolução, a mamãe deve ingerir muito líquido, tomar a medicação exatamente conforme a prescrição médica e reforçar o sutiã para dimunir a dor.  Se os mamilos estiverem fissurados é imprescindível que seja feita a correção da pega e do posicionamento do bebê. O quadro inicial é muito parecido com uma gripe e por isso requer que a mãe faça repouso, principalmente nas primeiras 48 horas.

Grasielly Mariano – Consultora em Amamentação

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